Durante muito tempo, a imagem de quem comanda o agronegócio foi associada quase exclusivamente à figura masculina. Mas quem vive a realidade do campo sabe que essa ideia já não representa a realidade: as mulheres no agro são presença forte. 

protagonismo feminino no agronegócio na gestão, na técnica e na decisão estratégica deixou de ser uma exceção para se tornar uma força motriz do setor. 

Elas estão assumindo a liderança de multinacionais, fundando AgTechs inovadoras e tocando propriedades com foco em produtividade e sustentabilidade. Tanto que 2026 foi declarado pela FAO como o Ano Internacional da Mulher Agricultora. 

O Brasil, como gigante do agro, tem a oportunidade de liderar esse movimento global, mostrando o papel feminino no campo não é somente o de “ajudante” — e sim de protagonista de uma agricultura eficiente, sustentável e lucrativa. 

Neste artigo, vamos analisar os dados que comprovam esse crescimento, os desafios que ainda existem e como iniciativas como o Movimento Agroligadas, apoiado pela AgriConnection, estão conectando o campo à cidade e acelerando essa transformação. 

Leia também: Conheça a AgriConnection e seu impacto no agronegócio nacional e internacional 

O crescimento da participação de mulheres no agro 

Os números confirmam o que se vê no dia a dia das fazendas: a participação feminina cresce em ritmo acelerado. 

Dados recentes do Boletim Mercado de Trabalho do Agronegócio Brasileiro, do Cepea/CNA, mostram um cenário claro. Entre o segundo trimestre de 2024 e o de 2025, a força de trabalho feminina no setor cresceu 1,9%, adicionando cerca de 203 mil mulheres ao mercado agro. 

Para efeito de comparação, a ocupação masculina cresceu 0,2% no mesmo período. Isso indica que as mulheres estão ocupando espaços em uma velocidade superior, impulsionadas pela qualificação técnica e gerencial. 

Hoje, elas já representam cerca de 38% de toda a população ocupada no agronegócio brasileiro. 

Se olharmos para a gestão das propriedades, o Censo Agropecuário do IBGE já apontava essa tendência: cerca de 19% das fazendas têm mulheres na direção principal. 

Porém, quando se considera a gestão compartilhada — onde elas administram o negócio ao lado da família — esse número salta, englobando mais de 1,7 milhão de mulheres em posições de decisão. 

Elas gerenciam uma área superior a 30 milhões de hectares. É uma potência produtiva que define os rumos de safras inteiras e movimenta a economia nacional. 

Vista de costas de dois profissionais do agro entre linhas de milho jovem ao entardecer. A mulher aponta para o horizonte enquanto o homem segura um computador, representando a gestão compartilhada e o uso de tecnologia no monitoramento da safra.Importância e impactos da gestão feminina 

A ascensão das mulheres no campo traz resultados práticos para a rentabilidade e longevidade dos negócios. 

Estudos mostram que gestão feminina na agricultura tende a ser mais aberta à inovação e focada na sustentabilidade. 

Uma pesquisa da consultoria Quiddity revelou que 76% das produtoras rurais têm a sustentabilidade como tema de maior interesse para capacitação. 

Isso se reflete na adoção de práticas como o controle biológico, a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e a recuperação de áreas degradadas, entre outras práticas. 

Além disso, a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) estima que, se as mulheres tivessem o mesmo acesso a recursos produtivos que os homens, a produção agrícola em países em desenvolvimento poderia aumentar entre 20% e 30%. 

No Brasil, esse impacto já é sentido na tecnologia, fortalecendo o empreendedorismo feminino no agronegócio através de um ecossistema de startups (AgTechs) com forte presença de mulheres. 

Uma profissional em um ambiente de escritório moderno, gesticulando enquanto fala. Ao fundo, uma tela de TV exibe o título "Sustainability and Climate Action", ilustrando o papel das mulheres em cargos estratégicos e de decisão.Curiosidades: mulheres no agro que abriram caminhos 

  • Ana Primavesi (1920-2020): engenheira agrônoma que revolucionou o manejo do solo no Brasil. Foi a pioneira da agroecologia, ensinando que o solo é um organismo vivo muito antes de o tema virar tendência. 
  • Teresa Vendramini: quebrou um paradigma histórico ao se tornar a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira (SRB) em mais de 100 anos de história da entidade. 
  • O café é delas: o Brasil lidera a Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA). A atual diretora executiva da Organização Internacional do Café (OIC) é a brasileira Vanusia Nogueira. 

Desafios para a inclusão plena da mulher no campo 

Apesar dos avanços, ainda existem barreiras estruturais que precisam ser superadas para fortalecer a liderança feminina no campo. 

Acesso à terra e titularidade 

A gestão nem sempre reflete a posse. Embora muitas mulheres administrem as fazendas, a titularidade da terra ainda é majoritariamente masculina devido a questões culturais de herança. 

Dados indicam que a porcentagem de terras registradas exclusivamente em nome de mulheres é baixa, girando em torno de 5,5% a 19% dependendo da região e do tipo de copropriedade. 

Um estudo interessante chamado “Seeds of Disparity” mostrou que, em alguns casos, a modernização tecnológica e a mecanização acabaram concentrando a terra e reduzindo a propriedade feminina em certas regiões, um alerta para a necessidade de políticas mais inclusivas. 

Crédito e financiamento 

Sem o título da terra, o acesso ao crédito bancário tradicional torna-se mais difícil, pois a propriedade é a garantia mais comum. 

Muitas vezes, o crédito da família já está tomado no CPF do cônjuge, limitando o acesso da mulher a linhas específicas como o Pronaf Mulher. 

Nesse cenário, empresas como a AgriConnection inovam ao oferecer um portfólio completo de insumos e prazos de pagamento estendidos para as suas clientes, alinhados ao ciclo produtivo da safra. 

Leia mais: Crédito no agro: dicas para decisões financeiras inteligentes 

A “dupla jornada” feminina 

A mulher rural frequentemente acumula a gestão do negócio com o trabalho doméstico e de cuidados com a família, em regiões onde a infraestrutura de apoio (creches, serviços) é menor. 

Isso gera uma sobrecarga de horas trabalhadas que pode limitar o tempo disponível para networking e capacitação técnica. 

Família no agro

Iniciativas da AgriConnection que fortalecem a mulher no campo 

Redes de apoio fortes estão mudando o jogo e sendo uma peça-chave para derrubar essas barreiras: 

O Movimento Agroligadas 

Movimento Agroligadas é um dos grandes exemplos dessa força. Formado por mulheres ligadas ao agronegócio, o movimento tem o propósito de conectar o campo e a cidade com verdade, ética e coragem. 

A AgriConnection tem orgulho de ser uma parceira estratégica e apoiadora das Agroligadas. 

A empresa entende que a comunicação clara e a educação são vitais para o setor. Por isso, apoiamos eventos como o Agroligadas Experience e ações regionais em municípios como Campo Verde e Primavera do Leste, no Mato Grosso. 

 Grupo de mulheres do Movimento Agroligadas reunidas em frente a um banner do evento, parceiras da Agriconnection.

Essa parceria reforça o compromisso de levar informação de qualidade e valorizar a liderança feminina que comunica a realidade moderna do agro para a sociedade. 

Confira também: Conectando a velocidade da corrida com a agilidade do agronegócio 

As lideranças femininas da AgriConnection 

O apoio a movimentos como o Agroligadas não é uma ação isolada, mas o reflexo direto da cultura que a AgriConnection vive em sua estrutura organizacional. Acreditamos que a transformação do setor passa, obrigatoriamente, por uma gestão diversa e capacitada — e isso começa dentro de casa. 

Hoje, o protagonismo feminino é o motor de áreas estratégicas e fundamentais para nossa operação, como comunicação, jurídico, recursos humanos e registros. Liderados por mulheres que aliam visão técnica, ética e agilidade, esses setores fazem parte da nossa evolução e consolidam o compromisso da AgriConnection com um agronegócio moderno, feito de competência e representatividade. 

O futuro do agro é feminino 

A tendência de vermos mais mulheres no agro é de crescimento contínuo. A sucessão familiar tem trazido uma nova geração de mulheres extremamente preparadas para o comando das fazendas. A tecnologia joga a favor, valorizando a competência gerencial e a visão sistêmica — qualidades onde as mulheres costumam se destacar. 

No entanto, o futuro vai além da presença numérica; trata-se de influência e transformação. Superar os desafios de crédito e titularidade é essencial para destravar todo esse potencial. 

O apoio de parceiros estratégicos e redes de conexão, como a AgriConnection e o movimento Agroligadas, funciona como o catalisador dessa mudança. Quando a mulher avança, o agronegócio se torna mais resiliente, produtivo e conectado com as demandas do mundo. 

Quer saber mais sobre gestão e tendências do agronegócio? Siga a AgriConnection nas redes sociais e acompanhe de perto a transformação do campo. 

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ATENÇÃO

Produto de uso agrícola. Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita.
Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade.

CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.


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