A safra da soja 2025/26 coloca o Brasil, mais uma vez, no centro das atenções globais. Os números são expressivos e mostram a força do campo, sobretudo quanto aos volumes da produção de soja. 

Dados do 4º Levantamento da Conab, de janeiro de 2025, indicam uma produção recorde de mais de 177 milhões de toneladas. Isso representa um crescimento de 3,3% em relação ao ciclo anterior. 

A área plantada também cresceu, atingindo 48,9 milhões de hectares. Contudo, olhar apenas para o volume total pode esconder uma oportunidade valiosa que está dentro da porteira. 

A produtividade média nacional estimada é de 3.620 kg/ha, o que equivale a cerca de 60 sacas por hectare. É um número sólido, mas distante do potencial máximo da cultura. 

Para se ter uma ideia, os vencedores do Desafio CESB 2025 ultrapassaram a marca de 135 sacas por hectare, o que nos leva à reflexão de que existe um potencial inexplorado imenso que pode ser ativado com ajuste fino no manejo de alta produtividade. 

Neste conteúdo, entenda o que diferencia uma lavoura média de uma campeã e como proteger o desempenho produtivo da soja na próxima safra. Continue a leitura! 

Leia mais: Um olhar sobre a safra de soja 2024/25 no Brasil 

Fatores que influenciam a produtividade da soja e estratégias para aumentar a produção 

A produtividade da cultura é construída na interação entre genética, ambiente e manejo. O segredo não é apenas identificar o problema, mas aplicar a estratégia correta no momento exato.

1. Disponibilidade hídrica, clima e planejamento agrícola 

A água é o insumo mais limitante. A soja demanda entre 450 e 800 mm durante o ciclo, e o déficit hídrico nas fases reprodutivas (R1 a R5) aborta flores e vagens, dizimando o potencial produtivo. Com a instabilidade climática recente (efeitos residuais de La Niña/El Niño), o regime de chuvas tornou-se o maior desafio do planejamento agrícola. 

  • A estratégia: como não controlamos a chuva, a gestão deve focar na resiliência. O escalonamento de plantio e a escolha de cultivares com diferentes ciclos de produção são vitais.  

Além disso, a irrigação deixa de ser apenas segura para virar ferramenta de intensificação, permitindo que a planta aproveite toda a radiação solar disponível sem estresse. 

Vasta lavoura de soja verde sob um céu nublado com raios de sol ao fundo.Leia também: Tendências climáticas e de produtividade para a safra 2025/26

2. Construção do perfil de solo 

O solo é a “caixa d’água” da planta e sua fonte de nutrientes. Solos com compactação na camada de 10 a 20 cm (o famoso pé-de-grade) impedem que as raízes busquem água e nutrientes em profundidade, tornando a lavoura susceptível às condições de estresse e limitando o desempenho produtivo da soja. 

  • A estratégia: o foco deve ser a descompactação e a correção em profundidade. Um manejo que prioriza a correção química e física do solo permite que o sistema radicular da soja se desenvolva plenamente.  
  • Em anos de veranico, essa raiz profunda acessa a água e nutrientes em profundidade, garantindo a estabilidade produtiva. 

Close-up de um sistema radicular de soja sobre a terra escura. As raízes estão repletas de pequenas esferas (nódulos), indicando uma simbiose bem-sucedida com bactérias do gênero Bradyrhizobium.Leia também: Como melhorar a qualidade do solo no agro?

3. Genética e tecnologia no cultivo da soja

Aplicar a melhor tecnologia no cultivo da soja começa na escolha da semente e na sua proteção contra o ataque de pragas ou doenças de solo, que causam danos irreversíveis e comprometem a produtividade final. 

  • A estratégia: proteção começa no Tratamento de Semente (TS), que blinda a plântula nos primeiros 15 a 30 dias críticos.  
  • Aliado a isso, a inoculação e coinoculação (fixação biológica de nitrogênio) são obrigatórias para suprir a alta demanda nutricional da soja sem custos proibitivos.  
  • A escolha da biotecnologia correta (resistência a lagartas e herbicidas) também deve ser planejada talhão por talhão.

Sementes de soja tratadas (cor rosa) ao lado de um frasco de laboratório com líquido avermelhado.4. Sanidade da lavoura

Manter a área foliar verde e sadia, assim como as raízes, é essencial para encher o grão. Doenças como a ferrugem-asiática e manchas reduzem a fotossíntese, enquanto pragas como os percevejos atacam diretamente a vagem, reduzindo peso e qualidade. 

  • A estratégia: o manejo deve ser preventivo e robusto, focado em um programa fitossanitário para todo o ciclo da cultura.  
  • O uso de fungicidas multissítios e a rotação de princípios ativos são regras de ouro para evitar resistência e segurar as folhas do “baixeiro”.  
  • Para pragas, o monitoramento constante e a entrada no momento certo evitam que a população saia de controle, protegendo o investimento feito no plantio. 

Agricultor agachado em um campo de soja realizando a inspeção manual das plantas.

Leia também: Fertilizante foliar: um aliado estratégico para a produtividade da soja

5. Tecnologia de aplicação

Não adianta comprar o melhor defensivo se ele não chegar ao alvo. Perdas por deriva, evaporação ou escorrimento significam dinheiro jogado fora e a intensificação da pressão de pragas e doenças. 

  • A estratégia: a eficiência está nos detalhes. O uso de adjuvantes de alta performance é crucial para garantir o espalhamento, a penetração na cutícula da folha e a proteção da gota contra evaporação.  
  • Ajustar pontas de pulverização e respeitar as condições climáticas no momento da aplicação garante que o ativo atinja a praga ou o patógeno com a concentração letal necessária. 

Close-up de uma barra de pulverização agrícola aplicando produto sobre uma lavoura de soja.Desafio CESB 2025: o termômetro da máxima produção de soja 

Desafio CESB (Comitê Estratégico Soja Brasil) mostra onde a régua da produtividade pode chegar. Na safra 2024/25, os resultados provaram que os 3 dígitos (100 sacas/ha) são uma realidade possível para quem investe em manejo de alta produtividade. 

Grande Campeão Nacional foi o produtor Charles Adriano Breda, de Santa Catarina. Ele colheu impressionantes 135,49 sacas por hectare. 

Isso é mais que o dobro da média nacional. Outros destaques mostram que a alta produtividade não é exclusividade do Sul: 

  • Nordeste (BA): Grupo Gorgen – 130,71 sc/ha. 
  • Irrigado (SP): Paulo Storti – 126,71 sc/ha. 
  • Centro-Oeste (GO): Grupo Fiorese – 124,80 sc/ha. 

Principais lições de quem produz mais 

Não existe segredo mágico, mas existe capricho e técnica. Analisando os campeões, alguns padrões se repetem: 

  1. Plantio no momento certo: respeitar a janela ideal e garantir uma emergência uniforme das plantas é o primeiro passo para o recorde. 
  1. Proteção preventiva: o manejo sanitário começa cedo e não deixa doenças se instalarem. O uso de fungicidas premium foi constante nos casos de sucesso. 
  1. Biológicos: o uso de bioinsumos cresceu. Produtos biológicos para controle de nematoides e doenças de solo trabalharam junto com os químicos. 

Conheça o catálogo da AgriConnection 

Alcançar altas produtividades exige parceria. A AgriConnection conecta o produtor rural diretamente às soluções da indústria global, com agilidade e eficiência. 

1. Portfólio completo e competitivo 

O portfólio da Agriconnection é desenhado para atender as necessidades da safra de ponta a ponta: 

  1. AgriConnection Essentials: uma linha de especialidades para ativar a planta. Inclui adjuvantes e soluções biológicas focadas em sanidade e vigor 
  1. AgriConnection Crop Protection: acesso direto a defensivos agrícolas de alta performance. Fungicidas premium, herbicidas e inseticidas para proteger o investimento. 
  1. AgriConnection Fertilizers: soluções para a nutrição da lavoura.  

2. Consultoria técnica

Na AgriConnection, entendemos que cada região tem sua peculiaridade. Por isso, atuamos com uma equipe de Consultores de Negócios regionais de alto nível. São profissionais experientes, com autonomia na ponta para entender a dor do produtor local e desenhar a melhor solução técnica.  

Levamos conhecimento técnico presencialmente aos principais polos agrícolas do Brasil. 

3. Crédito Inteligente com AgriConnection Finance 

Sabemos que o fluxo de caixa é um gargalo. Por isso, estruturamos fundos de investimento (FIDCs) dedicados para oferecer prazos de pagamento estendidos (240 a 360 dias), perfeitamente alinhados ao ciclo da colheita (prazo-safra) dos nossos clientes através da AgriConnection Finance. É mais segurança financeira e lastro para o produtor investir em tecnologia sem descapitalizar a operação. 

Não deixe a produtividade na cultura da soja ao acaso. Planeje sua safra com a AgriConnection e tenha acesso a um portifólio completo e competitivo para transformar os resultados no campo. 

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Produto de uso agrícola. Este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Leia atentamente e siga rigorosamente as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita.
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