As pragas do milho representam hoje a maior ameaça à rentabilidade da cultura no Brasil. Em um ambiente tropical onde a pressão biótica é incessante, o produtor enfrenta o desafio diário de proteger o potencial produtivo de sua lavoura contra perdas que, somadas a doenças e plantas daninhas, custam mais de R$ 60 bilhões anuais ao agronegócio.
Neste contexto, a AgriConnection se posiciona como uma parceira estratégica, trazendo soluções de acesso ao mercado para enfrentar essas ameaças. Este artigo técnico detalha a biologia, os danos econômicos e as estratégias de controle para as principais pragas da cultura. A identificação correta e o entendimento do comportamento desses insetos são o primeiro passo para evitar prejuízos severos e proteger o potencial produtivo da safra.
Abaixo, detalhamos as principais pragas do milho, a importância do Manejo Integrado de Pragas (MIP) e como as soluções da AgriConnection auxiliam o produtor a proteger a produtividade e rentabilidade da lavoura.
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Pragas da raiz
O sistema radicular é a fundação oculta da produtividade do milho. Responsável pela ancoragem da planta e pela absorção de água e nutrientes, qualquer dano nesta estrutura compromete irremediavelmente o potencial produtivo desde o início do ciclo.
O agravante neste grupo é que o ataque ocorre “debaixo da terra”, sendo muitas vezes silencioso e de difícil diagnóstico visual imediato. Quando os sintomas aparecem na parte aérea, o prejuízo no estande e no vigor da planta já está consolidado e é frequentemente irreversível.
Corós (Diloboderus abderus, Phyllophaga spp.)
A fase larval dos besouros caracteriza-se pelo corpo escarabeiforme (formato de “C”), coloração branca-leitosa e cápsula cefálica fortemente esclerotizada de cor marrom-avermelhada. Habitam o perfil do solo e alimentam-se vorazmente do sistema radicular, seccionando raízes principais e secundárias.
O dano resulta na interrupção do fluxo de seiva bruta e água, manifestando-se na parte aérea através de clorose, desenvolvimento retardado e murchamento, culminando na formação de reboleiras de plantas mortas e redução significativa do estande inicial.
Percevejo-castanho (Scaptocoris castanea)
Este inseto possui hábito subterrâneo e pernas anteriores fossoriais adaptadas para escavação, permitindo a migração vertical no perfil do solo. Morfologicamente, distingue-se pela coloração castanha e pela liberação de odor fétido característico quando o solo é revolvido.

Ao inserir o estilete nas raízes para sucção contínua, injeta toxinas salivares que provocam a necrose e atrofia do sistema radicular, resultando em plantas com nanismo severo, espigas malformadas e sintomas que mimetizam déficit nutricional agudo.
Larva-alfinete (Diabrotica speciosa)
A forma larval da “vaquinha” apresenta corpo alongado de coloração branca e cabeça e placa anal escuras. Desenvolve-se no solo alimentando-se preferencialmente das raízes de suporte (adventícias) e radicelas.

A destruição da ancoragem do milho provoca o tombamento da planta, gerando o sintoma técnico de “pescoço de ganso”. Essa deformação inviabiliza a colheita mecânica eficiente e predispõe a planta ao acamamento total.
Cupins subterrâneos (Procornitermes spp.)
Insetos sociais que vivem em colônias difusas no subsolo, frequentemente associados a áreas de plantio direto sobre pastagens degradadas. Operários atacam o sistema radicular e perfuram a região do coleto da planta de baixo para cima, consumindo o parênquima interno.
O ataque é agressivo e rápido, causando o secamento repentino de plântulas e falhas de estande distribuídas em manchas, sem possibilidade de recuperação da planta afetada.

Pão-de-galinha (Euetheola humilis)
Trata-se de um coleóptero robusto, de coloração negra e carapaça dura (élitros resistentes). O dano econômico é causado principalmente pelo adulto, que escava o solo junto à base da planta e rói o colmo na região do coleto, causando o tombamento das plântulas.

A injúria causada pelo pão-de-galinha provoca distúrbios fisiológicos que levam ao perfilhamento excessivo e improdutivo, nanismo (“coração morto” em estágios iniciais) e morte de plântulas.
Pragas do colmo do milho
O colmo atua como a espinha dorsal e o sistema circulatório da planta, conectando as raízes às folhas e espigas. Danos nesta estrutura são críticos porque comprometem simultaneamente a estabilidade física, aumentando o risco de tombamento e quebramento sob ação de ventos, e a translocação de seiva, resultando em plantas improdutivas.
Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
A lagarta-elasmo apresenta coloração verde-azulada com estrias transversais e alta mobilidade. Constrói um abrigo tubular de teia e terra junto ao colo da planta. Penetra o colmo na região do coleto, destruindo o ponto de crescimento (meristema), o que ocasiona o sintoma de “coração morto” — morte das folhas centrais que se destacam facilmente. É uma praga limitante em condições de alta temperatura e baixa umidade.

Broca-da-cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis)
A fase larval da broca-da-cana-de-açúcar penetra o colmo e passa a maior parte do seu ciclo de desenvolvimento no interior da planta, protegida. As lagartas alimentam-se do tecido vascular construindo galerias longitudinais que interrompem a translocação de seiva, comprometendo o enchimento dos grãos e desenvolvimento da planta.
Esse dano também fragiliza a estrutura da planta, causando o quebramento da planta e facilitando a colonização por fungos fitopatogênicos.
Percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.)
Hemíptero sugador caracterizado pelo abdome esverdeado. Ataca preferencialmente nos estágios iniciais (V1 a V4), inserindo o estilete na base da plântula. A injeção de saliva tóxica com atividade enzimática causa distúrbios hormonais severos, levando ao travamento do crescimento e ao perfilhamento excessivo.
Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)
Lagarta robusta, de coloração pardo-acinzentada e aspecto oleoso, possui hábito noturno e fotofobia, permanecendo enrolada sob torrões durante o dia. O ataque ocorre em plântulas recém-emergidas, onde a lagarta secciona (corta) o colmo rente à superfície do solo. O dano é letal e imediato, provocando o tombamento e morte da planta, exigindo replantio em casos de alta infestação.
Pragas das folhas
As folhas são a “fábrica” de energia do milho, responsáveis pela fotossíntese que impulsiona o crescimento e o enchimento de grãos. A manutenção da área foliar fotossinteticamente ativa é crucial para atingir o teto produtivo do híbrido.
Este grupo de pragas do milho apresenta um risco duplo: os desfolhadores, que reduzem fisicamente a capacidade da planta de produzir energia, e os insetos sugadores, que atuam como vetores eficientes de patógenos.
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)
A característica mais marcante dessa lagarta é “Y” invertido na cabeça e quatro pontos (pináculos) no final do abdome. Alimenta-se inicialmente raspando o limbo foliar, evoluindo para a destruição completa do cartucho.
O dano compromete a área fotossintética e, se atingir o ponto de crescimento, pode reduzir a produtividade em até 60%.
Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis)
Pequeno cicadelídeo de coloração palha e alta mobilidade. Sua importância reside na transmissão persistente-propagativa de molicutes (Espiroplasma e Fitoplasma) e do vírus-da-risca (MRFV).
Os danos causados por essas doenças incluem nanismo, estrias cloróticas, avermelhamento foliar e espigas improdutivas, podendo levar à perda total da lavoura.
Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)
Inseto de corpo mole que forma colônias densas no cartucho e pendão do milho. A sucção contínua debilita a planta e a excreção de substância açucarada (“honeydew”) favorece o desenvolvimento de fumagina (fungo preto), bloqueando a fotossíntese. A cobertura do pendão pela colônia também prejudica a liberação de pólen e a fertilização da espiga.
Tripes (Frankliniella spp.)
Insetos tisanópteros minúsculos que se alojam no interior das folhas enroladas, raspando a epiderme. O ataque é favorecido por veranicos. O dano resulta em manchas prateadas e deformação foliar conhecida como “encharutamento” ou plissamento, o que retarda o desenvolvimento vegetativo e expõe a planta a infecções secundárias.
Ácaro-rajado (Tetranychus urticae)
Aracnídeo microscópico que vive em colônias na face inferior das folhas protegidas por teias, prosperando em condições de calor e seca. Perfuram as células do mesofilo foliar, causando manchas cloróticas que evoluem para necrose e bronzeamento. A injúria acelera a senescência da planta e reduz o período de enchimento de grãos.
Pragas da espiga
A espiga é o produto final e o cofre do investimento do produtor. O ataque nesta fase reprodutiva é o mais penalizador economicamente, pois impacta diretamente o peso e a qualidade do grão comercializável.
Além da perda quantitativa pelo consumo direto dos grãos, as lesões causadas por essas pragas abrem portas para fungos produtores de micotoxinas e bactérias, resultando em grãos ardidos, fermentados e com desconto severo (ou rejeição total) no momento da classificação e venda.
Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)
Mariposa oviposita nos estilos-estigmas (“cabelos”) e a larva penetra pelo canal da espiga. O dano concentra-se na ponta, consumindo os grãos em formação. A exposição do tecido ferido facilita a infecção por fungos dos gêneros Aspergillus e Fusarium, aumentando drasticamente os níveis de micotoxinas no lote colhido.
Mosca-da-espiga (Euxesta spp.)
Dípteros que ovipositam nos estigmas, frequentemente aproveitando ferimentos prévios. As larvas alimentam-se da massa de grãos, provocando a decomposição dos tecidos e uma fermentação úmida de odor ácido/azedo característico. O ataque inviabiliza a comercialização e compromete a qualidade do milho.
Lagarta Spodoptera frugiperda
Diferentemente da Helicoverpa (que entra pela ponta), a Spodoptera possui mandíbulas fortes capazes de perfurar a palha lateralmente e atingir o sabugo. O dano é extenso, consumindo grãos em qualquer posição da espiga e expondo grande área a patógenos.
Percevejo-gaúcho (Leptoglossus zonatus)
Hemíptero de grande porte com expansões nas patas traseiras. Possui aparelho bucal longo capaz de perfurar as palhas protetoras. A sucção enzimática nos grãos em estágio leitoso provoca murchamento, deformação e pontuações escuras (“grão picado”), reduzindo o peso e a qualidade visual dos grãos.

Percevejo-marrom (Euschistus heros)
Praga da soja que tem se tornado frequente no milho safrinha durante o enchimento de grãos. Adultos e ninfas sugam os grãos através da palha ou na ponta exposta. O dano resulta em grãos chochos, enrugados e com menor peso, além de ser vetor de doenças.
Estratégias para o manejo integrado de pragas (MIP) do milho
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma filosofia estratégica que visa manter o equilíbrio do sistema produtivo, controlando as populações de pragas abaixo do Nível de Dano Econômico (NDE) através da associação harmônica de métodos.
Para viabilizar esse manejo complexo, o produtor precisa de acesso facilitado a tecnologias diversas, papel que parceiros como a AgriConnection desempenham ao conectar o campo às melhores soluções globais.
Monitoramento
O monitoramento é a base da tomada de decisão racional. Recomenda-se a utilização de critérios técnicos padronizados, como a Escala Davis (notas de 0 a 9) para avaliação de danos de lagartas.
A decisão de controle deve ser tomada estritamente quando se atinge o Nível de Dano Econômico (NDE), que para Spodoptera frugiperda, por exemplo, situa-se geralmente em 20% de plantas com nota 3 (pequenos furos circulares) na fase vegetativa.
Já para insetos-vetores, como a cigarrinha, a tolerância é mínima, exigindo ação imediata.
Uso de híbridos resistentes
O uso de híbridos com biotecnologia (Bt) é uma ferramenta vital e sua eficácia depende da preservação através do plantio rigoroso de Áreas de Refúgio. Isso garante que a pressão de seleção sobre as pragas seja reduzida, prolongando a vida útil da tecnologia Bt e protegendo o investimento do produtor em sementes de alta tecnologia.
Rotação de culturas
A rotação de culturas é essencial para quebrar o ciclo de pragas e reduzir a pressão inicial na safra seguinte. Além prática, a eliminação do milho tiguera e de plantas daninhas na entressafra é obrigatória para interromper a “ponte verde” que sustenta as populações de cigarrinhas e patógenos entre safras, sendo uma medida indispensável.
Controle biológico e químico
O Manejo Integrado de Pragas (MIP), como o próprio nome sugere, busca a inclusão de diferentes estratégias e, para isso, o uso associado do controle biológico e químico é indispensável.
A integração de insumos biológicos com químicos oferece maior eficácia e longevidade às tecnologias. Isso porque os agentes biológicos atuam por mecanismos de ação distintos, sendo fundamentais para controlar pragas com sensibilidade reduzida aos químicos convencionais.
Saiba como a AgriConnection ajuda produtores a proteger safras de milho
Para vencer a batalha contra as pragas do milho, o acesso rápido e econômico às melhores tecnologias de controle é decisivo. A AgriConnection opera um modelo inovador de acesso ao mercado agro, conecta a indústria global de defensivos diretamente ao produtor rural.
Ao eliminar intermediários desnecessários, oferecemos a agilidade logística e a competitividade de custos fundamentais para viabilizar o manejo integrado e proteger o potencial produtivo da sua safra.
Portfólio completo de insumos
Atuamos como uma ponte direta, importando ou adquirindo produtos de diversos fabricantes globais (China, Índia e outros polos) para oferecer uma gama completa de soluções.
E recentemente iniciamos a aquisição de diversos registros de produtos próprios, confirmando nossa ambição de oferecer realmente um portfólio completo, competitivo e acessível ao produtor brasileiro.
Nosso portfólio inclui a linha de Crop Protection, que inclui defensivos agrícolas como herbicidas, inseticidas e fungicidas, a linha AgriConnection Essentials foca em especialidades, adjuvantes, e biológicos de alta eficiência, além da linha AgriConnection Fertilizers, que fornece nutrição de solo completa para a lavoura.
Consultoria técnica especializada
Para encontrar a solução ideal para a sua realidade, contamos com uma equipe de elite formada por profissionais experientes. Nossos representantes regionais possuem autonomia de decisão e cobrem todos os principais polos agrícolas do Brasil.
Eles levam conhecimento técnico presencialmente, entendendo as realidades locais para oferecer soluções sob medida e suporte no planejamento da safra.
Consulte aqui os representantes que atuam em sua região.
Serviços financeiros alinhados ao ciclo agrícola
Entendemos que o crédito é um gargalo no setor. Por isso, a AgriConnection Finance inova ao estruturar fundos de investimento (FIDCs) em parceria com instituições financeiras.
Isso nos permite oferecer prazos de pagamento estendidos para os nossos clientes, de 240 até 360 dias, alinhados ao ciclo da colheita do produtor (“prazo-safra”).
Essa engenharia financeira é essencial para a sustentabilidade financeira do produtor e permite que ele continue investindo em soluções de qualidade sem descapitalizar seu fluxo de caixa.
Logística de qualidade para entregas eficientes
No manejo integrado de pragas, o momento de aplicação é crucial. A AgriConnection oferece serviços logísticos integrados com entrega rápida e pontual.
Nossa estrutura ágil, que trabalha com múltiplos fornecedores de frete, provou sua eficiência ao cumprir pontualmente as entregas mesmo em cenários adversos, como durante a pandemia.
Cuidamos de toda a complexidade logística para que o produto chegue à fazenda com integridade e no prazo exato da necessidade da sua lavoura.
Leia também: Compra de insumos agrícolas: qual o melhor momento?
A estratégia define a rentabilidade
Em resumo, a safra de milho impõe desafios biológicos complexos. As pragas do milho, com sua alta capacidade de adaptação e danos severos, exigem uma postura proativa e técnica do agricultor.
A diferença entre uma colheita recorde e a frustração de safra reside na capacidade de monitorar com rigor técnico, decidir com base em dados precisos e aplicar as melhores tecnologias disponíveis.
Ao integrar o conhecimento detalhado das pragas e do MIP as soluções da AgriConnection, o produtor transforma riscos em controle.
É nesse contexto que o AGCN Desaloj® vem mudando o patamar de controle de complexo de pragas no campo.
Trata-se de um produto pastilhado, de fácil aplicação e mistura, que atua como um potente desalojante. Sua tecnologia expõe pragas sugadoras, mastigadoras, perfuradoras e minadoras aos inseticidas, promovendo um controle até 25% maior quando associado a bons produtos de choque ou residual.
Entre em contato com o time AgriConnection para proteger a sua safra contra as pragas do milho com quem entende do assunto e oferece um novo jeito de fazer negócio no agro.
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